O CAMINHO DE SANTIAGO COMO EXEMPLO
palestra feita para a ONG Peabiru para o grupo "Os Viajantes" em 2000. www.peabiru.org.br
por Cynthia Camargo
I – A IMPORTÂNCIA DE UMA VIAGEM
O termo peregrinação é comumente usado em viagens religiosas, mas podemos usar também no caso de uma pessoa que decide fazer uma viagem com um intuito mais profundo do que o turismo (compras e fotos).
O turismo nos traz alguns bons momentos ao longo de nossas vidas, e nada mais.
Já o peregrino é um indivíduo que pertence à terra, que é aberto para o novo, que usa a viagem para se reciclar, aprender, inovar, modificar, usufruir, crescer, aperfeiçoar. Os métodos que ele usa são vários: reverenciando outros deuses, experimentando pratos típicos, tentando se comunicar no idioma local, olhando nos olhos dos nativos, se misturando ao vaivém da cidade, ouvindo suas músicas, participando de seus cultos, tudo isto sem preconceitos, estereótipos, críticas, julgamentos, critérios que só servem para nos fecharmos a tudo aquilo que é novo para nós.
Este exercício que o peregrino faz em suas viagens, melhora a interação com o seu mundo e sua rotina, fortalece princípios e valores como o respeito, a ética e a tolerância, melhorando a qualidade de seus relacionamentos pessoais, profissionais e seu desempenho em todos os sentidos de sua vida.
Neste caso, viajar passa a ser tão importante quanto cursar uma universidade, fazer ginástica, terapia e cursos alternativos e tudo o mais que pode melhorar um indivíduo como um todo e ainda como remédio para combater o estresse do dia a dia.
Portanto, viajar é um investimento, e a bagagem que se traz de volta, pode e deve ser considerada como um patrimônio cultural e intelectual.
Sair de nosso mundo, faz com que, olhando do lado de fora, possamos ter uma nova perspectiva, um novo ângulo, um segundo ponto de vista sobre nossas próprias vidas de um modo geral.
Ver como outras pessoas, fora de nosso convívio, reagem à vida também é uma forma de enriquecermos a nossa própria.
Viajar também traz consigo a grande oportunidade de estarmos conosco, sem nossos uniformes executivos e nosso papéis como pais, filhos, funcionários e empresários.
Estamos fora de nossas tribos, tendo uma rara oportunidade de nos vermos nus e nisto, contém um grande aprendizado, o maior deles, que é conhecermos a nós mesmos.
Eu vou citar aqui o exemplo de um destino que é o Caminho de Santiago na Espanha.
Os ensinamentos que uma jornada como esta pode trazer.
Mas em suma, o destino não é importante em uma peregrinação. Todo o destino contém os elementos que necessitamos para absorvermos mais sobre o planeta que vivemos, sobre nós mesmos e sobre os outros. O diferencial aqui, e o próprio viajante, o comportamento dele diante de seu destino é que vai classificar sua viagem como turismo ou peregrinação.
Só que antes de começarmos, temos que limpar nossas mentes de alguns obstáculos. Obstáculos estes, que muitas vezes tiram de nós todas as oportunidades de crescermos como pessoas durante uma viagem. Esta série de obstáculos são também comuns em nossas vidas cotidianas, e ao aprendermos a ultrapassá-los em uma viagem como um exercício despretensioso, acabaremos por aprender a ultrapassá-los em nossas vidas. Finalmente, iremos perceber que a viagem, também pode e deve ser usada como um exercício de vida, para colocarmos em prática valores e princípios, podendo errar, testar, degustar, tentar, sem medo , acabando assim por nos dar soluções que geralmente nós não havíamos enxergado antes.
II - OBSTÁCULOS DA VIAGEM
Quando uma vez, eu estava convidando uma pessoa para assistir a esta palestra, ele me disse que não viria porque o tema não lhe interessava uma vez que ele não era místico.
Aqui encontramos o nosso primeiro obstáculo: o preconceito. Este obstáculo gera ignorância ao indivíduo e conseqüentemente uma porta fechada para o aprendizado e enriquecimento de seu saber. É o constante aprendizado sobre todo e qualquer tema que deixa as portas do mundo abertas para nós. O clichê “ nunca sabemos o dia de amanhã”, ou até “ nunca diga que desta água não beberás”, etc, são sempre úteis quando começamos a nos fechar para algo que ainda nem conhecemos. Cabe aqui o famoso jargão: "Não vi, e não gostei."
Ah, quem fica andando durante um mês 800 km com uma mochila nas costas é maluco.
Ai se encontra nosso segundo obstáculo: criar estereótipos, que normalmente geram o hábito de rotular as coisas e pessoas, o que nos dificulta a virtude da compreensão. Se você não fez o caminho, não experimentou, como pode dizer como é? Pode apenas saber a opinião de alguns, mas isto não é a sua opinião. É como dizer que os franceses são antipáticos, as brasileiras sexys, e os americanos gordos. Talvez até sejam, mas se você se fecha automaticamente neste rótulos, fica difícil ter uma experiência nova e diferente. Talvez você conheça um francês simpático, mas só terá esta chance se não criar rótulos e é o mesmo com o Caminho de Santiago, ou melhor, com quem faz o Caminho.
O terceiro obstáculo é o famoso Bairrismo. Viajamos como brasileiros, paulistas, paulistanos e corintianos e tudo o que somos é melhor do que tudo. Patriotismo, ser um relações-públicas do Brasil no exterior é muito legal, mas, bairrismo, ao se deparar com os Espanhóis ou outros estrangeiros que estão fazendo o Caminho nas mesmas condições, gera desrespeito nos tornando arroagantes e prepotentes. Isto nós impede de receber informações sobre outros pontos de vista, outras culturas e ter um contato mais direto com outras raças e credos.
Outro obstáculo, comum, mas que muitos de nós não conseguimos admitir ou até mesmo perceber, é o medo. Medo do desconhecido, medo de outro mundo, de outro idioma, de outra comida, de ficar doente, desamparado, perdido, ou ser roubado, ou perder o avião, ou perder o cartão de crédito...tudo isto gera o quê? Insegurança. E a consequência é a prisão. Toda esta insegurança deixa você fechado para o novo, preso dentro de seu próprio mundo seguro e quentinho, mas também, infelizmente, medíocre.
E por último, um de nosso grandes obstáculos: a expectativa. Este obstáculo gera em nós, automaticamente, a ansiedade, o que nos deixa em um estado de espírito já um pouco estressado e muitíssimo propenso a frustrações. Se você tem a expectativa de dias de sol em sua viagem, e chove, sua viagem está fadada a frustação. Se você espera conhecer um homem fantástico ou uma "sereia", mas o que acaba acontecendo é você ficar trancado com uma idosa com cara de bruxa num elevador de hotel, isto vai lhe trazer um enorme sofrimento. Do contrário, se você estivesse sem esperar por nada, poderia entabular uma conversa com esta senhora. Talvez ela tenha uma história interessante para contar, ou talvez até ela seja a avó da tal sereia.....se você está aberto para todas as situações, todas elas serão interessantes e enriquecedoras. Caso contrário, a vida, assim como a viagem, pode ser tornar uma cadeia de frustrações.
Recapitulando o que são os obstáculos e o que eles geram em nós e suas conseqüências:
PRECONCEITO = ignorância = portas fechadas
ESTEREÓTIPOS = rótulos = inflexibilidade
BAIRRISMO = desrespeito = prepotência e arrogância
MEDO = insegurança = mediocridade
EXPECTATIVA = ansiedade = frustração
BENEFÍCIO DA VIAGEM = estagnação mental
III - SOLUÇÕES PARA OS OBSTÁCULOS
VIAJANDO COM QUALIDADE
1 – Esquecer quem você é, pensa e faz – Tudo é relativo, nada é absoluto
2 – Experimentar tudo sem julgar.
3 – Andar com o passaporte de Terráqueo
4 – Abrir-se para o novo, atirar-se ao desconhecido.
5 – Esvaziar a mente e abrir o coração, participando, respeitando e aprendendo com a diferença.
Benefício da viagem: mais saber, enriquecimento da cultura, maior compreensão na vida cotidiana, maior respeito por seus colegas, amigos e parentes, maior tolerância a opiniões alheias às suas, bagagem de vida, coragem renovada, força redobrada, solucionar imprevistos com maior praticidade e menos estresse, consciência sobre a sua responsabilidade como ser humano, preservação de nossa espécie, instinto de preservação de nosso mundo, compreendendo que ele é riquíssimo com todas as suas diferenças.
O que seria de uma orquestra se todos quisessem ser maestros? O que seria do mundo se só existisse uma única crença, um único tipo de alimento, um único idioma, uma única paisagem?
IV - O DESTINO - PESQUISA PARA UMA VIAGEM COM UM OBJETIVO
Então, em resposta ao obstáculo desta pessoa, que pode estar também ocorrendo com alguns de vocês, vamos desmistificar este destino.
Não, o Caminho de Santiago não é místico! Em princípio é um caminho de peregrinação religiosa, as pessoas o fazem para reverenciar o corpo de um dos apóstolos de Jesus, e nisto não existe nada de místico, da mesma maneira que quem caminha até Roma (romeiros), querem reverenciar São Pedro (outro apóstolo), ou os que caminham pela Terra Santa (palmeiros) seguindo os passos de Jesus de Cristo, os peregrinos caminham até Santiago de Compostela.
Porém, os motivos que levam cada ser humano a andar 800km a pé até Santiago são diferentes. E neste caso, uma das razões pode ser mística. Mas ainda sim o misticismo é um questão de interpretação pessoal.
De qualquer maneira os motivos também podem ser: por religião (um ato de fé, uma promessa, ou um penitência), mas pode ser também por curiosidade, aventura, esporte, cultura, modismo, status e até por outras questões pessoais.
Mas, por qualquer motivo que tenha levado alguém a percorrê-lo, o Caminho se apresenta igual para todos; como um desafio pessoal. Chegar a Santiago de Compostela é o objetivo final e o que faz você chegar até lá, depende única e exclusivamente da sua própria motivação, força, coragem, determinação, perseverança e sua vontade de superar a si mesmo, como em qualquer objetivo que tenhamos em nossas vidas.
No Caminho, todas as nossas virtudes são testadas e colocadas a prova, além de você poder conhecer melhor suas fraquezas e medos e a enfrentar as suas limitações. Na verdade, o caminho ilustra um resumo do que é a vida e como interagimos com ela. Como você vai chegar ao destino será exatamente da forma como você pensa e sente.
Por esta razão é que muitos políticos, empresários e altos executivos decidem percorrer o Caminho, justamente para fazer uma analogia de suas próprias condutas na vida cotidiana. O Caminho nos dá um número infinito de oportunidades como a de estarmos a sós, longe de nosso meio social, portanto sem máscaras. Temos a oportunidade de interagir com pessoas de todos os lugares do planeta, de testar nossa disposição física aliada a nossa mente, a nossas emoções e nossas crenças. Temos também a oportunidade de interagir melhor com a própria natureza, com nosso corpo, com nossas dificuldades e aprender a olhar o mundo sob uma nova perspectiva.
V - HISTÓRIA - VIAJAR COM CONTEÚDO
Vamos entrar rapidamente na história do Caminho para compreendermos melhor do que se trata esta jornada. Vamos falar um pouco sobre um homem chamado Tiago em português, Santiago em espanhol, Saint James em Inglês, Saint Jacques em Francês e Santi Jacobi em latim. Tiago foi um dos doze apóstolos de Jesus, o mais impulsivo deles, com temperamento forte e apelidado por Jesus de filho do trovão. Era irmão do outro apóstolo João Evangelista, filhos do pescador Zebedeu. Tiago era primo de Jesus por parte de mãe, morreu decapitado a mando de Herodes Agripa no ano de 44 d.c. Tiago é conhecido na Igreja Católica como Tiago O maior, para diferenciar do outro apóstolo, Tiago O menor.
Jesus pediu a seus Apóstolos que percorressem a terra catequisando os povos e fazendo novos discípulos. Tiago então desembarcou em Andaluzia no sul da Espanha, percorreu toda a Península Ibérica e se estabeleceu na Galícia, norte do país, onde fez discípulos. Quando voltou a Jerusalem, dois deles, Teodoro e Anastácio o acompanharam. Em Jerusalém foi preso, condenado e decapitado. Seu corpo foi jogado para fora dos muros da cidade e seus discípulos resolveram trazê-lo de volta a Galícia de barco, enterrando o corpo de seu mestre, em terras onde ele pregou.
Oito séculos após, um ermitão de nome Pelágio, andava pela região quando avistou um fenômeno curioso: uma chuva de estrelas que caíam em um mesmo local. Como presenciou o mesmo fenômeno algumas vezes, decidiu comunicá-lo ao bispo da região, Tedomiro, que mandou que escavassem o local. Alí, no ano de 813 foi encontrado o corpo de Tiago e de seus discípulos Anastácio e Teodoro. O terreno foi batizado com o nome de campo das estrelas, ou campus stelae, ou seja, compostela e assim nasceu a cidade de Santiago de Compostela, sendo erguida uma igreja no local onde o corpo de Tiago foi descoberto. A catedral de Santiago de hoje foi erguida sobre a primeira igreja construída.
Quando a notícia se espalhou, centenas de milhares de pessoas vindas de todas as regiões da Europa seguiam em peregrinação até o local onde foi descoberto o corpo do apóstolo de Jesus.
Algumas histórias também são reconhecidas pelo Vaticano como milagres, uma delas, quando os mouros invadiram a Espanha, Tiago participou da guerra de Clavidjo ao lado do então Rei Ramiro I no ano de 844. A partir de então, surgiu o segundo apelido de Tiago ( o primeiro era filho do trovão), Tiago Matamoros e sua terceira imagem cultuada. A primeira é como apóstolo nas igrejas, a segunda como peregrino com o seu cajado e a terceira é como guerreiro em cima de um cavalo e com uma espada, enfrentando os mouros e defendendo a Espanha. A partir disto, São Tiago passa a ser o padroeiro da Espanha.
A peregrinação começou a partir desta época, a crescer consideravelmente e por causa disto, igrejas, templos e castelos começaram a ser erguidos ao longo do caminho, ou melhor, dos caminhos. O mais conhecido é o caminho real Francês que se inicia na França, nos Pirineus e corta todo o norte da Espanha. Todos os caminhos se unem na cidade Puente de la Reina, tornando-se um só.
O dia de Santiago é comemorado no dia 25 de julho e todas as vezes que esta data cai em um domingo, o ano é considerado pelo Vaticano como Ano Santo, e todos que peregrinarem até Santiago em anos Santos serão perdoados de todos os pecados. É o ano Jacobeo.
O corpo encontrado, foi enviado a religiosos, cientistas e médicos e o Vaticano o reconheceu como pertencente ao apóstolo apenas em 1979 através do Papa León VIII.
Algumas celebridades de nossa história percorreram o caminho como São Francisco de Assis e Marco Polo.
O Símbolo do peregrino é uma vieira , em homenagem a viagem de Teodoro e Anastácio pelo mar trazendo o corpo de Tiago de volta a Galícia e porque a vieira protege o tesouro, que é a nossa alma.
Durante todo o Caminho Real Francês podemos avistar durante a noite a Via Láctea, por isto o Caminho é conhecido também com este nome.
A peregrinação é reconhecida pela igreja se feita a pé, a cavalo ou de bicicleta percorrendo no mínimo 150 km seguidos, atestando seus passos em seu passaporte de peregrino. Em cada cidade do percurso, você tem o direito a um carimbo.
O brasileiro é a terceira nacionalidade que mais percorre o Caminho de forma tradicional, a pé.
A caminhada de 800km pode ser completada em um mês andando uma média de 25 a 30 km por dia, passando por 40 cidades, povoados e aldeias. Em Santiago recebemos o certificado de peregrino em latim, conhecido como Compostelana e é realizada diariamente uma missa de benção aos peregrinos. O ritual do incensário gigante é realizado aos domingos e é uma tradição que vem desde a época medieval quando os peregrinos não tomavam banho e chegavam cheirando muito mal na igreja.
Durante tantos séculos de peregrinação, o Caminho de Santiago que já era rico em termos arquitetônicos, pois foi povoado pelos Celtas, tornou-se ainda mais importante em história e arquitetura medieval, construções dos templários (ordem mística), igrejas, catedrais, mosteiros, conventos, castelos, pequenos povoados e cidades fantasma. Completando a paisagem, a natureza se apresenta com grandes contrastes nas regiões de Navarra, Castilha e Galícia por causa das diferentes temperaturas de cada região, desde campos de girassóis até o cerrado. Passando por vinhedos, campos de trigo, e por animais soltos, passamos em meio a eles, como carneiros, porcos, bois, cavalos selvagens.
VI - APRENDIZADO DA VIAGEM
O que tem de interessante? Qual a vantagem de cultivar bolhas nos pés e tendinites? Qual a graça de andar sujo, mulambento, carregando um saco nas costas? O que há de bom em dormir no chão de albergues com mais cincoenta pessoas, partilhar os varais, os tanques, os chuveiros? Qual o sentido de largar tudo durante um mês e sofrer física e mentalmente?
Milhares de pessoas deixaram o seu suor pelo mesmo Caminho, suas lágrimas, esperanças, desespero, e você vai tocar em pedras que testemunharam isto, você será obrigado a sentir dor, prazer, alegria, tristeza, depressão, amor, ódio, raiva, ressentimento, paz, confusão, medo, desespero, todas as suas emoções vão entrar em ebulição, você vai se deparar com diferentes construções dos templários, romanos, mouros, celtas, vai ouvir lendas, milagres, testemunhos, atos de fé, morte e renascimento. Vai provar novos pratos, ou vai ficar sem comer, vai ouvir novos sons, estar em união com pessoas do mundo inteiro tão diferentes e tão iguais a você ao mesmo tempo, vai estar em contato direto com a natureza querendo ou não, vai começar a ter que se desprender do material, de suas posses, começando a sentir que você é escravo das coisas e que na verdade, você não precisa delas para viver, e finalmente você vai estar totalmente desmascarado, você se encontra consigo mesmo, olha seu lado feio e bonito, mesmo não querendo e o auto-conhecimento é uma experiência que dói.
A resposta final. Para que passar por tudo isso? Uma resposta simples: para viver, para nos sentirmos vivos e que pertencemos ao mundo, para percebermos que somos todos iguais, para descobrirmos que podemos continuar crescendo sempre, para trazermos as boas novas a nossa vida cotidiana e melhorar a qualidade dela e de quem está ao nosso redor, perceber que a vida é muito simples e que é verdadeiramente fácil ser feliz com pequenas coisas como um copo de água e com um simples e sincero sorriso, que não precisamos das coisas, não somos escravos de nada, para percebermos o que fazemos com o nosso mundo e aprendermos a reverenciar a obra divina que é o todo o planeta, as estrelas, os astros, e tudo o que pudermos daqui para frente olhar enxergando e por fim, para sermos mais humanos, em todos os sentidos da palavra.
O Caminho de Santiago é apenas um exemplo, mas toda a viagem pode ter o sentido de peregrinação. Para os paulistas, da próxima vez que forem a Bahia, percebam que vocês podem ter mais a aprender com os baianos do que eles com você. Isto é ser inteligente, quanto mais aberto e mais humilde, mais esperto você é.
Viagem, reservem uma parte de seus rendimentos para reinvestir em você mesmo, viaje sempre que puder, e sempre com o espírito de peregrino na terra, afinal ela é sua também.